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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Papus - Biografia

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Fonte desconhecida.

GÉRARD ANACLET VINCENT ENCAUSSE, o médico que tornou-se famoso no meio ocultista sob o pseudônimo de PAPUS, nasceu no dia 13 de julho de 1865, em Corunã-Espanha, as sete horas da manhã, sendo filho de pai francês, o químico Louis Encausse, e mãe espanhola, de origem cigana, a senhora Irene Perez. O jovem Gérard criou-se, assim, em um ambiente favorável a um futuro estudante de Alquimia e de Tarot.

Em 1869 a família Encausse veio estabelecer-se em Paris, no bairro Montmartre, onde Papus iniciou seus estudos, primeiro no Colégio Rollin, depois aos 17 anos, na Faculdade de Medicina de Paris. Ainda jovem, dedicou-se nas horas vagas ao Ocultismo; enquanto seus colegas preocupavam-se com os problemas políticos da Europa e em percorrer todos os autores da Ciência Oficial, Papus passava suas tardes na Biblioteca nacional de Paris ou na Biblioteca do Arsenal estudando os autores clássicos da Alquimia e da Cabala, tomando notas dos principais manuscritos tão zelosamente guardados há séculos nessas preciosas bibliotecas.

Papus teria sido iniciado por Henri Delaage em 1882, segundo ele mesmo nos diz, na Sociedade dos Filósofos Desconhecidos, ordem que teria sido fundada por Louis Claude de Saint-Martin no século XVIII, na França. Com 17 anos de idade, o jovem Papus passou a destacar-se no seio do Grupo que passou a integrar, pela seriedade com que procurava as chaves da Iniciação.

Em 1887, aos 22 anos, escreveu sua primeira obra, denominada O Ocultismo Contemporâneo. Seu Tratado Elementar da Ciência Oculta(1), no ano seguinte, alcançou grande sucesso em vários países e proporcionou a seu autor grande liderança no meio ocultista parisiense. Fundou, em 1889, o Grupo Independente de Estudos Esotéricos (Gidee), transformado mais tarde em Escola Hermética, destinada a divulgar a espiritualidade e a combater o materialismo, igualmente, as revistas A Iniciação e Véu de Isis, órgãos de divulgação do Ocultismo, planetas que giravam em torno do centro irradiante de dinamismo, que era o Iniciador Papus.

Trabalhou como externo nos hospitais de Paris e não abandonou o exercício da medicina. Em 1894 defendeu sua tese de medicina, intitulada A Anatomia Filosófica e Suas Divisões, recebendo o título de Doutor em Medicina, com elogios. Sua obra posterior, "Compêndio de Fisiologia Sintética", foi igualmente muito elogiada nos meios acadêmicos.

Ao defender sua tese, Papus confessou-se um iniciante na arte de curar, pois vislumbrava as possibilidades do Ocultismo. Como Paracelso, percorreu vários países da Europa, estudando todas as medicinas, a oficial, a dos curandeiros e a homeopatia, aprendendo uma série de procedimentos desconhecidos dos médicos tradicionais.

Praticou a alopatia, a homeopatia e a hipnose, realizando curas consideradas extraordinárias por seus biógrafos. É o caso da senhora ricamente vestida, conta-nos Phaneg, que entrou em seu consultório com ares de descrença. Papus sem que ela falasse e após ter chamado sua atenção pela falta de fé no médico em presença, diagnosticou seu mal e falou de sua precária situação financeira. A senhora ficou maravilhada pelas revelações que ouvia e pela nevralgia subitamente desaparecida. Papus não lhe cobrou a consulta, porque aquela era seu último "louis".(2)

Muitas vezes Papus, para efetuar o diagnóstico, observava em primeiro lugar o astral do doente, depois o curava misteriosamente, apelando à força vital-mãe, fonte de equilíbrio. Ele classificava, assim as doenças, como sendo do Corpo, do Astral e do Espírito. As doenças do Corpo (como febres, traumatismos) podem, segundo Papus, ser curadas pela medicina dos contrários; as doenças do Astral (como tuberculose e o câncer) podem ser tratadas pela homeopatia e o magnetismo; e as doenças do Espírito (como epilepsia, histeria e loucura) podem ser tratadas pela oração e pela magia, desde que o mal não seja Cármico (dívida espiritual a ser paga pelo doente). Assim, Papus praticava seguidamente a Medicina Oculta, curando à distância, agindo sobre a urina, o sangue e o cabelo do paciente. Contam que Papus realizava diagnósticos insólitos, agindo pelos dons de clarividência e de clariaudiência.

No Umbral do Mistério, Stanislas de Guaita escreve que Papus, "jovem médico dos mais eruditos e fecundos, converteu-se em dupla personalidade: conquistou a notoriedade sob dois nomes diferentes. Suas obras de anatomia e de fisiologia receberam apenas a subscrição de Gérard Encausse. Seus Tratados de magia arvoram um outro nome".

"Cabeça enciclopédica e pena infatigável, saudemos este jovem iniciado que disfarça ou, diríamos, que desfigura o lastimável pseudônimo de Papus. É mister, seguramente, que os seus livros testemunhem uma superioridade assaz transcendente, para que se possa perdoar sua etiqueta! Fato é que os amadores da teosofia pronunciam o nome de Papus sem esboçar qualquer sorriso mas, isto sim, com admiração e apreço. Passando pelas brochuras já em número considerável, que têm vigorosamente contribuído para a difusão das ciências esotéricas, mencionaremos tão-somente as obras Ocultismo Contemporâneo (Carré, 1887, in 8º), O Sepher Yetsirah (Carré, 1888, in-8º) e a Pedra Filosofal (Carré, 1889, in-12, frontispício)".

"Convém lembrar que Papus publicava, desde 1888, o seu "Tratado Elementar de Ciência Oculta" (Carré, in-12, com figuras). Trata-se da primeira obra metódica em que se acham resumidos com clareza, agrupados e sintetizados com maestria todos os dados primordiais do Esoterismo. Este livro excelente, que enfoca a aplicação dos métodos experimentais de nossas ciências ao estudo dos fenômenos mágicos, e ademais, uma ação boa e meritória: os próprios estudantes adiantados podem recorrer a ela com segurança, como ao mais sábios dos gramáticos. Mas, Papus acaba de firmar para sempre a sua reputação de Adepto através da aparição de uma monumental obra atinente ao Tarot (3). Em nosso entender, não exageramos ao asseverar que este livro, em que se acha revelada, até às profundezas, a lei ondulatória do ternário universal, constitui, no sentido mais alto do termo, uma Chave absoluta das Ciências Ocultas".

Seu pseudônimo "Papus" foi retirado do Nuctameron de Apolônio de Tiana e significa o "médico da primeira hora", aquele que não mede sacrifícios para atender seus semelhantes.

Papus consagrou-se ao estudo da Luz Astral e de sua influência sobre as doenças e sobre sua terapêutica, tal como ensinava Paracelso um dos pais da Medicina. O papel da mente e suas relações com o Plano Astral e o Homem. Durante longos anos dirigiu suas pesquisas sobre os fenômenos hipnóticos, espíritas, parapsicológicos, exteriorização da sensibilidade e do magnetismo. Fundou a Escola de Magnetismo de Lyon, tendo o Mestre Philippe de Lyon como seu Diretor.

Seus estudos dos Corpo Astral e do Plano Astral não tinham como objetivo apenas a cura do Corpo, mas, principalmente, a cura da Alma, isto é, sua terapia pela iniciação. Fez da famosa divisa do Templo de Delfos "Conhece-te a ti mesmo que conhecerás o Universo e os Deuses" o seu lema de trabalho iniciático e profissional. Estudou profundamente a Antigüidade egípcia e os mistérios gregos e romanos, concluindo que entre eles a Ciência e a Iniciação estavam intimamente associadas.

A Escola Hermética, que tinha como professores famosos ocultistas da época, tais como Stanislas de Guaita, Sedir, Barlet, Peladan, Chamuel, Marc Haven, Maurice Barrès (academia francesa) Victor-Emile Michelet, entre outros, tinha como objetivo recrutar membros para as sociedades iniciáticas dirigidas por Papus (Ordem Martinista) e por Stanislas de Guaita (Ordem Cabalística da Rosa-Cruz) que ainda existem hoje em pleno vigor, através de cursos, conferências, pesquisas ocultistas e publicações.

Ensinavam o Hebraico, a Cabala, o Tarot, a Astrologia, a História Oculta, a Magia, a Medicina Oculta, focalizando principalmente seu aspecto menos velado e mais científico. Papus é tido como o divulgador do Ocultismo Científico de Louis Lucas, que se baseia na Analogia, método que procura explicar o Invisível por inferência, a partir do Visível.

Papus teve como Mestre Intelectual o Marquês Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre e como Mestre Espiritual, como ele próprio afirmava, o "Mestre Philippe de Lyon", a partir de 1887 e 1897, respectivamente. Teve no seu companheiro Stanislas de Guaita um incentivador de primeira grandeza, discípulo póstumos todos os dois de Eliphas Levi, Fabre d´Olivet, Saint Martin e Jacob Böehme, cujas obras sabiam praticamente de cor.

Praticava a Cabala Prática(4),juntamente com seus principais companheiros, com a qual procurava o aperfeiçoamento espiritual até chegar ao conhecimento da Divindade. O Adepto deve conhecer toda a teoria da Magia, dizia Papus, os materiais usados pelos magos, os perigos da Magia que enfrentam os praticantes temerários, a chave da magia negra, as ciladas do inimigo invisível, o controle das paixões, a eliminação dos vícios, se o Iniciado desejar, sinceramente, tornar-se um Mestre e obter a Salvação.

Sua vida foi uma ação constante em todos os planos, lutando contra o materialismo e o ateísmo e divulgando a espiritualidade. A lembrança do duelo com Jules Blois, que tinha desacatado fortemente a Stanislas de Guaita, ficou gravado na memória de todos os inimigos de Papus. Quando Jules Blois dirigia-se em um fiacre para o local designado para o combate, os cavalos assustaram-se com a aparição súbita de um vulto e empinaram-se, derrubando por terra Jules Blois e sua comitiva. Assim, Jules Blois chegou à presença de Papus com dor de cabeça e cambaleante. O duelo começou, sem muito entusiasmo, Papus procurando, dizem seus biógrafos, não ferir gravemente seu opositor. Este recebeu um pequeno ferimento no ombro e a luta teve fim. Papus cumpriu sua obrigação de médico, socorrendo seu adversário e a inimizade terminou.

Papus visitou a Rússia três vezes, sendo recebido pelo imperador. Em 1914 foi a Guerra como capitão-médico, onde contraiu tuberculose. Faleceu em 25 de outubro de 1916, aos 51 anos de idade. Seu corpo repousa no cemitério de Père Lachaise, em Paris, na divisão 93.

"Imitemos esse Iniciador, disse-nos Sedir, que desejou não ser mais do que um amigo para nós e que foi bastante forte ao ponto de nos esconder suas dores e seus desgostos sob um perpétuo sorriso. Enxuguemos nossas lágrimas; elas o reteriam nas sombras; regozijemo-nos, como ele próprio há três dias o fez, por rever finalmente face à face o Todo Poderoso Terapeuta, o autêntico Pastor das Almas, o Amigo Eterno, o Bem Amado de quem ele foi Eterno, o Bem Amado de quem ele foi o fiel servidor".
"Digamos, juntos a Gérard Encausse, um até logo vibrante; demos a ele, por nossas boas vontades doravante indefectíveis, a única recompensa digna de tão longas penas que ele suportou por nós"(5).

Papus foi sem dúvida alguma um grande Mestre ocultista, destacando-se por sua realização: escreveu mais de 160 títulos, entre livros, artigos, conferências, abordando tanto a medicina como o ocultismo. Os livros principais foram publicados em sua juventude, como o Tratado Elementar de Ciências Oculta (23 anos), o Tarot dos Boêmios (24 anos), o Tratado Metódico de Ciência Oculta (26 anos), a Cabala (27 anos), o Tratado Elementar de Magia Prática (28 anos).

Para seus companheiros de adeptado, suas obras principais foram o Tarot dos Boêmios, o Tratado Metódico de Ciência Oculta e o Tratado Elementar de Magia Prática. São Três "dos mais belos livros e dos mais fundamentais para o estudo do Ocultismo aparecidos após os de Eliphas Levi, Louis Lucas e Saint-Yves d´Alveydre" (Stanislas de Guaita em No Umbral do Mistério (4).

Como ilustração de sua obra literária, apresentamos a seguir a lista alfabética de suas principais publicações ocultistas:

01 - ABC Illustré D´Occultisme, Dorbon, 1922 (6º ed.)
Obra publicada pela Sociedade das Ciências Antigas
02 - l´Almanach de la Chance por 1905 (id.,até 1910).
03 - L´Almanach du Magiste, de 1895 a 1899.
04 - Revista L´Initiation (artigos, de 1891 a 1914).
05 - Revista Le Voile d´Isis (artigos, de 1891 a 1909).
06 - Les Arts Divinatoires. Chamuel, 1895.
07 - La Cabbale, Chacornac, 1903 (3º ed.)
08 - Ce que deviennent nos morts. La Sirene, 1918.
09 - Ce que doit savoir un maitre Maçon. Ficher, 1910.
10 - Comment on lit dans les mains. Ollendorff, 1902 (2º ed.)
11 - La Magie et l´Hypnose. Chamuel,1897.
12 - L´Occultisme contemporain. Carré, 1901.
13 - Premiers Eléments de Lecture de la Langue Hébraique.Dorbon 1913
14 - Qu´est-ce que l´Occultisme? Chamuel, 1892.
15 - La Réincarnation. Dorbon, 1912.
16 - La Science des Mages. Chamuel,1892.
17 - La Science des Nombres. Chacornac, 1934.
18 - Le Tarot des Bohémiens. Carré, 1889. Obra publicada pela Sociedade das Ciências Antigas
19 - Le Tarot Divinatoire. Libr. Hermetique, 1909.
20 - Traité Elémentaire de Magie Pratique. Chamuel, 1893.
21 - Traité Elémentaire d´Occultisme et d´Astrologie. Dangles, 1936.
22 - Traité Elementaire de Science Occulte. Carré, 1888.
23 - Traité Méthodique de Magie Pratique. Chacornac, 1924.
24 - Traité Méthodique de Science Occulte. Carré, 1891.

Notas
1- Publicado em português, sob o título Tratado de Ciências Ocultas, pela Ed. Três, Coleção Planeta nº 8 e 9, São Paulo, 1973.
2- Antiga moeda francesa, de ouro valendo 20 francos.
3- Papus. "Le Tarot des Bohémiens". Paris Ed. Dangles, s/d ("Papus, continua Guaita, publicou, após a 2º edição do Umbral do Mistério em 1890, dois grandes volumes, onde a mais alta doutrina formula-se numa linguagem luminosa e precisa: Traité Méthodique de Scien- ce Oculta (l891) e Traité Elémentaire de Magie Pratique (1894)". "O Tarô dos Boemios" foi publicado pela Sociedade das Ciências Antigas em 1985.
4- Guaita, Stanislas. "No Umbral do Mistério". "No Umbral do Mistério" foi publicada pela Sociedade das Ciências Antigas em 1992.
5- Discurso de Paul Sédir junto ao túmulo de Papus, por ocasião de seu enterro.
6- A presente tradução baseia-se na edição de 1903 (3º edição), revista e ampliada por Papus, contendo trabalhos dos cabalistas Stanislas de Guaita (falecido em 1897). Eliphas Levi, Lenain, Marc Haven, Sedir, Jacob, Sair e uma tradução completa do Sepher Yetzirah seguida de uma reimpressão parcial de um tratado cabalístico do Cav. Drach.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Curso de Magia Prática em São Paulo dias 03 e 04 de outubro




Curso com base nos ensinamentos dos mestres Papus, Eliphas Levi, Fracis Barret, Cornnelius Agrippa e outros grandes iniciados na arte. Com teoria e prática durante o mesmo.

O que é Magia e Quem é o Mago
Advertências a respeito da Magia
Qualidades do Mago
Os instrumentos do Mago
Os Planos e as Vibrações Mentais
Sobre o Astral
O Magnetismo
Os Chackras
Horas Mágicas
Lunário Mágico
Espíritos Planetários e Propriedades Mágicas dos Planetas
Os Pantáculos
Sobre a Purificação
Disciplina Mental e Corpóra
A visualização
A Viagem Astral
Métodos de Divinação
Palavras de Poder
Exercícios de Proteção
Ritual Menor do Pentagrama
Ritual Menor do Hexagrama
Exercício da Pilastra Mediana A evocação e a Invocação
A sigilação
Ritual de Auto-Iniciação
Conjurações e Consagrações
Conjuração dos 7 Dias
Sobre a Magia Negra (Feitiçaria)
Personagens Históricos
Grimorios


Editora Daemon, rua Bartolomeu de Gusmão, nº 337, local próximo ao metrô Vila Mariana.
DIAS: 03 e 04 de Outubro (Sabado e Domingo) das 09:00 as 16:00 horas.
Duração média de 12 horas, dividida em 2 partes.
Investimento R$180,00
Contato: magusportae@hotmail.com
Telefone: (0xx35) 84452275

Curso Cabala Hermética em São Paulo dias 26 e 27 de setembro

Os assuntos abordados são:

Introdução
História e Filosofia Cabalista
Influência sobre a Filosofia
O Alfabeto e Gramática do Hebraico
Sobre a Lei (Mashora, Michna, Ghemarah)
Sobre o Sepher Yetsirah
Sobre o Sepher Zohar
Árvore da Vida
Os Corpos do Homem
A Alma na Cabala - Vida e Morte.
Nomes Sagrados de Deus
Os 32 caminhos da Sabedoria e as 50 portas da Inteligência.
Shemhamphorash
Themura, Gematria e Notarikon.
Relações com o Tarô
Clavículas

Justino Nigro, Nº 384, Interlagos, próximo a estação de trem Autódromo.
DIAS: 26 e 27 de Setembro (Sabado e Domingo) das 010:00 as 15:00 horas.
Duração média de 8 horas, dividida em 2 partes.
Investimento R$120,00
Contato: magusportae@hotmail.com
Telefone: (0xx35) 84452275

sábado, 5 de setembro de 2009

A história do incenso nas diversas civilizações

O incenso é de importância vital nos rituais e deve, portanto, ser usado corretamente, é encontrado nas cerimônias e rituais cristãos, pagãos, hindus, budistas e até mesmo para perfumar e limpar energias negativas dos ambientes ou agradar os espíritos e Deus. Muitas coisas são empregadas na composição do incenso: gomas, resinas, madeiras e suas cascas, óleos e até drogas alucinógenas. Para muitos, acender um incenso é um ritual sagrado. Segundo o Padma Purana, texto que faz parte dos Vedas da Índia milenar, o incenso deve ser usado sempre que se desejar preparar o ambiente para meditação, yoga e para obter proteção espiritual.


Egípcios

Os egípcios eram muito experientes na manufatura e uso de incensos e conduziam a composição dos mesmos com verdadeira arte. Muitas de suas idéias relativas ao incenso eram compartilhadas por outros povos e outras crenças. Os ingredientes eram misturados num ritual secreto, acompanhado pela entoação de textos sagrados. Tinha o misterioso significado da harmonia e da ordem.

Hindus

Existem relatos de que fora importado da Arábia, mas muitas espécies nativas de materiais aromáticos já eram usadas.
Existem outro relatos de que o incenso foi criado na Índia cerca de 6000 anos a.C.
A pessoas imaginavam que a fumaça do incenso criava uma ligação física entre os homens e os deuses.

Judaico

Repetidas referências ao incenso no Velho Testamento indicam que seu uso é muito antigo entre os judeus. De fato, na Versão Autorizada, usa-se frequentemente a palavra para se referir à queima de oferendas e os antigos hebreus podiam ter encarado o uso do incenso, bastante popular entre os babilônios, como simples pompa de idolatria. Também foi assim encarado pela antiga igreja cristã, que associava ao paganismo.
Geralmente os pesquisadores concordam agora que a queima de incenso só foi introduzida no ritual judaico por volta do século VII a.C. Contudo, uma vez adotado, tornou-se cada vez mais importante nos atos de adoração.

Grego

Parece que o incenso, no sentido de gomas e resinas como as conhecemos, só foi usado pelos gregos após o período homérico.
Como os outros povos, os gregos achavam que um aroma agradável e doce dava prazer aos deuses. Antes do século VIII a.C. o incenso como tal não era empregado pelos gregos, talvez tenha sido introduzido através do culto de Afrodite e que é certo que tradicionalmente, tenha sido trazido da Fenícia, através de Chipre, onde foi empregado em tal culto. Era oferecido juntamente com frutas, doces, trigo, etc., ou sozinho como oferenda isolada, tanto no culto aos deuses ou em rituais domésticos.

Budismo

Como aconteceu com muitas religiões em seu estágio inicial, o uso do incenso era desconhecido no antigo budismo. Contudo, com o passar do tempo. O budismo também sucumbiu a ele, especialmente o budismo setentrional, onde seu uso se tornou generalizado.
No Ceilão, perfumes e flores são colocados diante da imagem de Buda, embora ocorra do Tibet, seu maior emprego, uma vez que é utilizado nas cerimônias de iniciação de monges e constitui parte dos rituais diários dos mosteiros.

Romano

Na religião romana, uma das partes mais importantes do libamina (oferenda sem sangue) era o tus, que significa tanto incenso como olíbano. Nenhum ritual poderia ser considerado completo sem ele.
O incenso também era oferecido isoladamente, privada ou publicamente, e era oferecido aos lares familiares, ou deuses domésticos. Podia ser queimado em altares maiores, braseiros ou em pequenos altares portáteis chamados foci turibulum.

Cristianismo

O cristianismo demorou muito a adotar o incenso em seus ritos. Os serviços da antiga igreja eram muito simples e o incenso (salvo como purificador) era evitado como algo judaico ou pagão.
Muitas autoridades eclesiáticas alegaram que a razão para a omissão do incenso era que não foi empregado pela Igreja pelo menos até 300 anos após os tempos de Apostolado.
Como ocorreu com muitas outras coisas, o fato de ser seu uso judaico parece ter levado os primeiros cristãos a negligenciá-lo, pois suas associações com o paganismo e a prática comum de renunciar a fé, oferecendo alguns grãos de incenso aos deuses ou sobre o altar do imperador, provavelmente constituiu forte intimidação.

Islamismo

Na própria religião islâmica, não há alusão ao incenso, mas é comum oferecê-lo nos altares dos santos e seu uso é permitido, por tradição como perfume para uma pessoa falecida. Na Índia, provavelmente devido à influência do hinduísmo, os mulçumanos utilizam-no em seus rituais (circuncisão, casamento e funerais), pois supõem que tenha o poder de manter afastados os maus espíritos.

Fonte: Livro Incenso - Leo Vinci - Ed. Hemus