quarta-feira, 15 de maio de 2013
Curso Gratuíto de Cabala
Caros fratres e sorores que conhecem meu trabalho dentro do ocultismo, em especial meus cursos. Estarei ministrando o curso de Cabala gratuitamente aqui em Poços de Caldas, devendo o interessado apenas pagar R$10,00 reais da impressão da apostila. O curso será nos dias 22 e 23 de Junho. Porém os interessados deveram responder um formulário que visa ver se suas ideias correspondem a proposta do curso, os aprovados sendo então selecionados para as aulas, que serão em meses posteriores seguidos pelo curso de noções básicas de astrologia e depois Alta Magia.
Interessados enviem um e-mail requisitando o formulário para: magusportae@gmail.com.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O Golem e o Adão

Por: Joana de Mello Moser
Universidade Autónoma de Lisboa
Origem do mito
Diz a lenda que o mito do Golem nasceu da mística hebraica do séc. XIII. O Golem – matéria informe – ter-se-ia tornado num homúnculo a partir da invocação mágica de um nome. Terá sido Elijah de Chelm quem criou o Golem a partir do barro, ao escrever na sua fronte o "Shemhamforash" – nome secreto de Deus. Assim lhe foi concedido o poder da vida, mas não o poder da palavra. Quando o Golem atingiu um tamanho e força sobrehumanos, o criador, temendo as suas potencialidades destrutivas, apagou--lhe o nome da testa e ele transformou-se em pó.
Rezam algumas versões da lenda que não foi o nome de Deus mas a palavra "emet" – "verdade" – que foi inscrita na sua testa. A destruição do Golem verificou-se quando
se apagou a primeira letra, tendo restado a palavra "met" que significa morte.
O motivo central deste mito é o acto da criação, tal como vem descrito no Livro do Génesis – criar um homem a partir da terra, dar vida à matéria, desafiar e copiar Deus –, pelo que na perspectiva cristã esta é uma temática considerada absolutamente prometaica.
Na opinião de Aglaja Hildenbrock (1986: 65), a lenda do Golem tem uma componente folclórica e outra teológica. No que respeita à componente folclórica, conta-se que certo dia o Rabbi Low (Praga, séc. XVI) se propôs criar um servo a partir do barro, o terá "animado" por fórmulas mágicas através do nome de Deus, mas que mais tarde o teve de destruir, porque ele tinha entrado num descontrolo total. Apesar de o Rabbi ser considerado sábio e santo, a criação do Golem foi vista como um acto melindroso e problemático, cuja ambivalência se manifesta na dupla natureza do Golem: por um lado possui um corpo dotado de forças naturais, por outro, é mudo e não tem alma, não devendo ser considerado um ser humano na verdadeira acepção da palavra: é insensível, mas obediente; um ser sem passado nem futuro, sem duração e sem memória.
Assim, embora criado como Adão a partir da terra, o Golem não tem sentimentos nem capacidades intelectuais; ele "escuda-se" na pessoa do Rabbi Low – "a sua potência espiritual" –, o que nos leva a pensar que o Golem é um "duplo" do Rabbi.
No que respeita à componente teológica, tudo se passa de forma diferente: a Adão, a vida e a palavra são dadas por meio do sopro divino. Criado a partir da melhor porção de terra criteriosamente seleccionada no centro do mundo, o monte do Sião, ele deverá ser entendido como a reunião de todos os elementos de que é constituído, ou como a súmula dos quatro pontos cardeais, a partir dos quais é feito (Scholem, 1966: 181.2).
Adão será pois a totalidade; ele pertence um pouco a todo o lado. O Adão que o sopro de Deus ainda não insuflou é neste sentido como o Golem, que significa "sem forma".
Numa célebre passagem do Talmud que G. Scholem expõe numa das suas obras, vêm descritas as doze primeiras horas de Adão: "durante a primeira hora reuniu-se a terra; na segunda, esta foi amassada e tornou-se "Golem" – uma massa ainda informe; na terceira hora moldaram-lhe os membros e na quarta deram-lhe uma alma; na quinta hora já se mantinha de pé e na sexta nomeou todos os seres vivos da terra" (ibidem).
De acordo com este passo, Adão encontrava-se ainda em estado bruto – não tinha ainda alma nem tão pouco falava – ao nomear as coisas. As opiniões dos grandes estudiosos divergem no que acima foi dito. Citamos a propósito um passo que Scholem menciona nas suas obras La Kabbale et sa Symbolique e em A Cabala e a Mística Judaica. Na primeira diz-nos que num Midrash dos séculos II e III, Adão vem descrito como sendo "um Golem de tamanho e força cósmicos a quem Deus terá mostrado as gerações futuras, quando Adão ainda se encontrava ‘sem vida’ e não falava" (idem, 182); na segunda refere que o ponto de partida para a doutrina da trans-figuração das almas, que começou a ter impacto entre os cabalistas a partir dos meados do séc. XVI, foi um velho Midrash que narra que quando Adão jazia, ainda sem vida, como mero Golem, Deus lhe mostrara os justos que proviriam da sua semente. Todos estavam dependentes do seu corpo, alguns pendurados na sua cabeça, outros nos seus cabelos, no seu pescoço, (...) na sua boca e nos seus braços" (Scholem, 1990: 207. 5).
Os cabalistas interpretaram estas palavras do seguinte modo: se todas as almas do gênero humano se encontravam em Adão, era porque Adão antes da queda formava "um corpo místico", um ser cósmico no qual se organizava "a substância anímica de todos os níveis de realidade, do mais elevado ao mais baixo". Adão era assim a verdadeira Alma que Deus criara, o reflexo da realidade espiritual.
A questão que se coloca agora é a seguinte: Quem é Adão?
Terá ele "assistido" à criação do mundo?
Pela citação do Midrash que referimos, parece haver aqui dois aspectos a considerar: Como poderá Adão ter nomeado as coisas da terra numa fase em que não possuía ainda uma alma nem tinha o poder da palavra, o que para os cabalistas significa que ainda não tinha sido dotado de razão, pois para eles a palavra é a faculdade mais elevada que um "ser" pode possuir. Mas esta mesma citação pode levar-nos a concluir que foi nestas primeiras horas de vida de Adão (o Golem), precisamente o espaço situado entre a segunda e a quarta, que se verificou todo o mecanismo da criação.
Alexandre Safran formula uma explicação para estas questões: "Se unir a inteligência ao amor e souber pôr a sua conduta ao serviço do bem, o homem está em condições de se aproximar do modelo divino, pois ele é o único ser cuja natureza está dividida: é matéria, mas também é espírito e é isso que faz com que tenha um lugar especial no seio da criação" (Safran, 1960: 324.6). Essa também a razão por que tem sempre uma grande tendência para distinguir em todos os elementos do universo um aspecto duplo: o material e o espiritual. Compreendemos assim que matéria e espírito remontam a um pensamento original/ espiritual, que corresponde aos dois aspectos da criação: "a bondade, que é de ordem espiritual, e a verdade, que é de ordem racional, científica" (ibidem).
"No princípio era o Verbo..."
O Verbo é aquilo que surge em primeiro lugar e antes de tudo. É um atributo divino, o sopro da criação que no momento original se identifica com a Palavra. É a manifestação de um princípio visível e espiritual que é Deus, de onde tudo emana e que se confunde, no início, com o nome de Deus, o que significa que entre o nome e a coisa não há distinção.
Alef, o puro sopro, permite a transmutação do nada original – o caos – para o cosmos. Quando se diz "faça-se", inicia-se o processo da criação, a viragem marcada de uma "matéria informe" para qualquer coisa que ganha forma. Deus disse: "Faça-se a luz". E a luz foi feita. E Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Chamou dia à luz e às trevas, noite.
A identidade indiferenciada vai dar lugar a um sistema de opostos: é uma "força" da qual a linguagem brota e dela o próprio mundo criado. "Façamos o homem à Nossa imagem, à Nossa semelhança". E assim Deus cria depois o homem a partir do barro, a quem é insuflado o sopro divino e é dada a capacidade da linguagem.
É, pois, Adão quem vai dar o nome às "coisas". Esta possibilidade de "nomear" acontece ainda numa fase paradisíaca em que a linguagem humana é reflexo divino. A essência espiritual reporta para um momento primitivo em que havia um sentido profundo da interligação entre a Palavra e a coisa, porque nas origens o nome não é conteúdo.
Não há separação entre conteúdo e forma, porque tudo se (con)funde. Mas no momento em que Deus concede ao homem o dom da linguagem, coloca--o acima da Natureza e inicia-se a divisão. O homem vai nomear aquilo que é Uno e nomear é conhecer. Conhecer é separar.
A contradição é própria do homem, que acaba por entender que é da tensão dos opostos que nasce a união. E é quando toma consciência do seu estado de pecado – de "separação" – que se encontra em vias de proceder à reunificação dos elementos divididos.
De tão diferenciada, a linguagem acaba por perder a sua unidade primordial e estilhaça-se. O homem – como a linguagem – dá-se conta de todo esse desmembramento e tem vontade de regressar. Com toda a ambiguidade que encerra, o mito da criação tornou-se de há muito um desafio para o homem: para além de se propor dar vida a um ser criado a partir da terra, ele precisava descobrir a maneira de o "animar".
Foi assim que, a partir de muitas combinações de letras do alfabeto hebraico, pensou ter chegado à fórmula mágica, criando um "Golem" de barro ao mesmo tempo que pronunciava essas combinações. Mas tudo não passou de uma ilusão, pois a desintegração a que Adão foi sujeito e que constituiu a sua queda nunca se poderia verificar com o Golem.
O versículo 3,19 do Livro do Génesis elucida-nos um pouco sobre este tema. "Tu és pó e em pó te tornarás"!, disse Deus. Mas ao passo que o homem se liberta do seu corpo ao tornar-se pó, regressando pela parte espiritual ao "Uno", com o Golem – que não tem espírito – não pode verificar-se a re/ integração: o Golem transforma-se em pó e dele não resta nenhum vestígio.
É este, a meu ver, o segredo que o homem procura: conseguir dar uma alma a um ser por si fabricado.
Sugestão de Leitura:
O Golem Narração por Elie Wiesel
O Golem por Gustav Meyrink
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Uso Teúrgico dos Salmos
Tradução por Geórgia Nuño Racca
A Fonte desse material vem do trabalho do Abade Julio, renomado curandeiro, exorcista e contemporâneo de Papus, ora traduzido e oferecido por Mouni Sadhu em seu livro chamado “Theurgy1”.
O acesso a este ensaio deve ser respeitado como uma Verdade Sagrada e espera-se que seja tratado com seu devido valor.
Como a Teurgia difere da oração comum, é necessária uma preparação preliminar.
1. Os teúrgicos têm o conhecimento de que são meros instrumentos da Divindade. Procuram não impor suas próprias vontades. As operações teúrgicas têm como principio um profundo conhecimento que Deus é Amor, e deseja o melhor para toda sua Criação, sem exceções.
2. Toda operação teúrgica é desenvolvida com uma profunda convicção em Deus, o que se faz importante para os Teúrgicos desenvolverem com perspicácia. Qualquer preocupação ou dúvida poderá impedir seriamente a livre corrente de energia. De forma alguma a operação teúrgica deverá ser tentada se alguma dúvida aparecer e não for eliminada sendo deixada de lado, através por exemplo, por um período preliminar de oração, contemplação e meditação.
3. Todo tipo de estimulantes ou intoxicantes, como café, tabaco, vinho, carne e sexo deverão ser evitados por no mínimo 8 horas antes da operação. Muitos insistem em seguir uma total dieta vegetariana.
4. Ambos, teúrgico e o local de trabalhos deverão estar num estado purificado, limpo em todos os sentidos. Normalmente, toma-se uma ducha rápida e veste-se com uma manta ou túnica apropriada para a atividade. Isto tudo ajuda a elevar a vibração interior.
5. O lugar deverá estar perfeitamente limpo e purificado por água e abençoado com incenso.
6. Na Abertura deverá o iniciado estar consciente de pedir a ajuda de todos os Anjos, Santos e demais Iniciados desta linhagem ou à aqueles que encontra uma profunda conexão.
7. Nenhuma quantia de dinheiro aceita para qualquer operação teúrgica. É impossível “comprar” coisas Celestiais com dinheiro terreno.
8. Os teúrgicos devem estar empregados e livres de débitos em todos os sentidos quantos forem possíveis. Argumentos e discordâncias são melhor resolvidas antes de entrar no local das operações teúrgicas.
9. Uma vida diária de oração, serenidade e calma devem ser especialmente cultivadas, desde que ajude a “carregar” a bateria teúrgica. Discursos desnecessários, crítica e fofoca deverão ser reduzidos ao máximo.
10. Os instrumentos Teúrgicos como velas, recipientes com óleo abençoado e água sagrada devem ser mantidos em lugar apropriado ou especial, roupas, mantas ou túnicas, toalha do altar, livros sagrados, deverão ser usados e manuseados apenas por companheiros aspirantes e iniciados.
Um Típico Ritual Teúrgico
Nunca se deve tentar praticar as operações teúrgicas de modo frívolo. Além do mais, é necessário estar inteiramente convencido de que os atos trazem benefícios no Plano Divino.
Após a purificação do local, inicia-se com as invocações, O Sinal da Cruz , ascender uma vela e queimar um incenso.
Os Salmos são ditos vagarosamente e com consciência.
Após um breve período de meditação e agradecimentos, apaga-se a vela e diz “AMEM” o que significa “selado na confiança”.
É aconselhado beber um copo d’água e após retornar ao local e guardar tudo o que foi usado, então, imediatamente voltar aos afazeres diários.
1 – Sadhu, Mouni: Theurgy: The Art of Effective Worship, Aeon Books
Link Amazon
quarta-feira, 2 de março de 2011
Baphomet - A ciência que protesta contra a idolatria, pela própria monstruosidade do ídolo.

Na classificação e explicação das gravuras de seu livro Dogma e Ritual da Alta Magia, Eliphas Levi classifica a imagem de Baphomet como a figura panteística e mágica do absoluto. O facho representa a inteligência equilibrante do ternário e a cabeça de bode, reunindo caracteristicas de cão, touro e burro, representa a responsabilidade apenas da matéria e a expiação corporal dos pecados. As mãos humanas mostram a santidade do trabalho e fazem o sinal da iniciação esotérica a indicar o antigo aforismo de Hermes Trismegisto: "o que está em cima é igual ao que está embaixo". O sinal com as mãos também vem a recomendar aos iniciados nas artes ocultas os mistérios. Os crescentes lunares presentes na figura indicam as relações entre o bem e o mal, da misericórdia e da justiça. A figura pode ser colorida no ventre (verde), no semicírculo (azul) e nas penas (diversas cores). Possuindo seios, o bode representa o papel de trazer à Humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, os quais são signos redentores. Na fronte e embaixo do facho encontra-se o signo do microcosmo a representar simbolicamente a inteligência humana. Colocado abaixo do facho o símbolo faz da chama dele uma imagem da revelação divina. Baphomet deve estar assentado ou em um cubo e tendo como estrado uma bola apenas ou uma bola e um escabelo triangular.
Agora seguimos para um trecho do livro As Origens da Cabala também por Eliphas Levi.
Tem.'. o.'. h.'. p.'. Abb . .
Binario verbam vitm mortem et vitam equilibrans
Existem várias figuras de Baphomet. Por vezes tem barba e cornos de bode, a face de um homem, o seio de uma mulher, a juba e as garras de um leão, as asas de uma águia, os flancos e o casco de um touro.
É a esfinge de Tebas rediviva, o monstro cativo e simultaneamente vencedor de Édipo. É a ciência que protesta contra a idolatria, pela própria monstruosidade do ídolo.
Leva entre os cornos o facho da vida, e a alma vivente deste facho é Deus. Os israelitas estavam proibidos de dar às concepções divinas figura humana ou animal; por esta razão é que apenas ousavam esculpir querubins, quer dizer esfinges com corpos de touros e cabeças de homem, de águia ou de leão. Tais figuras mistas não reproduziam, na totalidade, nem a forma humana nem a de nenhum animal. Esses conjuntos híbridos de animais fantásticos tornavam compreensível que o signo não era um ídolo ou a imagem de alguma coisa vivente, mas a representação de um pensamento.
Não se adora a Baphomet nesta imagem informe, e sem semelhança alguma com os seres criados, mas sim a Deus. Baphomet não é um Deus, é o signo da iniciação; é também a figura hieroglífica do grande tetragrama divino. É uma lembrança dos querubins da arca e do Santo dos Santos.
É o guardião da chave do templo. Baphomet é semelhante ao Deus negro do rabi Schimeon. É o lado obscuro da face divina. Por esta razão, nas cerimônias iniciáticas, exigia-se do recipiendário que desse um beijo na face posterior de Baphomet, ou do diabo, para lhe dar um nome mais vulgar. Bem, no simbolismo da cabeça de duas faces, a que está atrás de Deus é o diabo, e a de detrás do diabo é a figura hieroglífica de Deus.
Por que o nome franco-maçons ou de maçons-livres? Livres do quê? Do temor de Deus? Sim, sem dúvida, porque quando se teme a Deus é que se O olha por trás. O Deus formidável é o deus negro, é o diabo. Os franco-maçons querem erigir um templo espiritual ao Deus único, ao Deus da luz, ao Deus da inteligência e da filantropia; em troca, movem guerra ao deus do diabo e ao diabo de deus. Porém inclinam-se ante as piedosas crenças de Sócrates, de São Vicente de Paula e de Fénelon. Os que, com Voltaire, apelaram de bom grado à infâmia, são aquela cabeça, ou melhor, aquela besta que na Idade Média ocupara o lugar de Deus.
Quanto mais viva é uma luz, mais negra a obscuridade que se lhe antolha. O cristianismo foi, ao mesmo tempo, a salvação e o castigo do mundo; é a mais sublime de todas as sabedorias e a mais espantosa das loucuras. Se Jesus não fosse Deus, seria o mais perigoso dos malfeitores. O Jesus de Veuillot é execrável; o de Renan indesculpável; o do Evangelho inexplicável; porém o de Vicente de Paula e o de Fénelon são adoráveis. Se o cristianismo é para vós a condenação da razão, o despotismo da ignorância, sois o inimigo da humanidade. Entendeis por cristianismo a vida de Deus na humanidade, o heroísmo da filantropia que, com o nome de caridade, diviniza o sacrifício dos homens que, através da comunhão, vivem na mesma vida e inspiram-se no mesmo amor.
A religião de Moisés é uma verdade; o pretenso mosaísmo dos fariseus era uma mentira.
A religião de Jesus é a mesma verdade que deu um passo adiante, revelando-se aos homens através de uma nova manifestação.
A religião dos inquisidores e dos opressores da consciência humana é uma mentira.
O catolicismo dos Padres da Igreja e dos santos é uma verdade. O catolicismo de Veuillot é uma mentira.
É esta mentira que a franco-maçonaria tem por missão combater em proveito da verdade.
A franco-maçonaria não abriga as doutrinas dos Torquemada, dos Escobar. mas admite como símbolos as de Hermes, de Moisés e de Jesus Cristo. O pelicano ao pé da cruz está bordado na cinta dos iniciados de maior grau, e não proscreve mais que o fanatismo, a ignorância, a néscia credulidade e o ódio, porém crê no dogma, único em seu espírito e múltiplo em suas formas, que é o da humanidade. Sua religião não é nem o judaísmo, inimigo dos demais povos, nem o catolicismo exclusivo, nem o protestantismo estreito; é o catolicismo verdadeiramente digno deste nome, quer dizer, a filantropia universal. É o messianismo dos hebreus!
Tudo é verdade nos livros de Hermes. Porém, por ocultá-Ios tanto aos profanos, terminou-se por torná-Ios inúteis ao mundo. Tudo é verdade no dogma de Moisés; o que é falso é o exclusivismo e o despotismo de alguns rabinos. Tudo é verdade no dogma cristão, porém os sacerdotes católicos cometeram as mesmas faltas que os rabinos do judaísmo.
Estes dogmas se completam e se explicam uns aos outros e sua síntese será a religião do porvir.
O erro dos discípulos de Hermes foi o seguinte: É preciso deixar o erro aos profanos e fazer a verdade impenetrável a todo mundo, exceto aos sacerdotes; este o amargo fruto desta doutrina. A idolatria, o despotismo e os atentados aos sacerdotes foram os amargos frutos desta doutrina.
O erro dos judeus foi a crença de que constituíam uma nação única e privilegiada e que eram os únicos herdeiros de Deus. E os judeus, por represália cruel, foram amaldiçoados e perseguidos por todas as nações.
Os católicos cometeram três erros fundamentais: 1.° - Acreditaram que a fé deve ser imposta por força à razão e até à ciência cujos progressos combateu. 2.° - Atribuíram ao Papa uma infalibilidade, não somente conservadora e disciplinar, mas absoluta como a de Deus. 3.° - Acreditaram que o homem deve diminuir-se, anular-se, converter-se em desgraçado nesta vida, para merecer a futura, ao passo que, contrariamente, o homem deve cultivar todas as faculdades, desenvolvê-Ias, engrandecer a alma, conhecer, amar, embelezar a existência, numa palavra, fazer-se feliz, porque a vida presente é a preparação da futura e a felicidade eterna do homem começará quando tiver conquistado a paz profunda que é a resultante dum equilíbrio perfeito.
A conseqüência de tais erros foi o protesto da natureza, da ciência e da razão, que fazem crer, por um momento, na perda de toda fé e no aniquilamento de qualquer religião da terra.
Mas o mundo não pode sobreviver sem religião, como sem coração não pode existir o homem! Quando todas as religiões tiverem morrido, viverá a religião universal e única, será a conformidade de todos os homens na crença e na solidariedade universal, unidade de aspirações, diversidade de expressões, ortodoxia na caridade, universalidade quanto ao fundamento e, não direi indiferença, porém deferência para as formas análogas ao gênio dos diferentes povos, perfectibilidade dos dogmas, melhoramento possível dos cultos; porém, no fundo de tudo isto, a grande e imutável fé de Israel num único Deus, imaterial, imutável, e insubstancial, em que todas as figuras convencionais e imaginadas são ídolos, numa só razão que é a lei universal de todos os seres, e numa só nação, que é o instrumento de Deus para a criação e a conservação dos insetos e dos universos!
Assim é que, sob os auspícios e pela influência comercial de Israel, esperamos que se estabeleça, finalmente, na terra:
A Associação de todos os interesses.
A Federação de todos os povos.
A Aliança de todos os cultos.
E a solidariedade universal.
domingo, 30 de maio de 2010
Download da Palestra de Introdução a Cabala Hermética 22/05/10
http://www.4shared.com/audio/-J3SPYlM/Palestra_Cabala_Hermtica_-_Por.htm
terça-feira, 4 de maio de 2010
Palestra Gratuita de Introdução à Cabala Hermética
Estou convidando a todos os leitores do blog, para a palestra de introdução a Cabala que será ministrada via on-line pelo programa de conferencia de áudio e vídeo Paltalk. é necessário que o interessado envie um e-mail para o endereço descrito abaixo, para receber a senha da sala Magus Portae.
Assuntos Abordados:
O que é a Cabala e para que serve.
Alegoria da Queda de Adão.
História.
Pequena introdução à Árvore da Vida.
Dia: Sábado 22/05/10 ás 21:00. Duração média de até 2 horas.
Programa para download:
http://www.paltalk.com/download_auto.shtml
Email para solicitar a senha.
cursosmagus@gmail.com
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Incenso Ketoret

Fonte: http://www.kabalistica.com/ketoret.php
Em março de 1988 foi encontrado em uma caverna de Qumran, uma pequena jarra que continha um oléo avermelhado. Acredita-se que é a única amostra sobrevivente de um óleo balsâmico, descrito na Toráh para ungir o Mishkan (Tabernáculo) e seus vasos, assim como os kohanim, sacerdotes e reis de Israel. O óleo – quando foi encontrado – tinha uma consistência como o mel. A jarra em que o encontraram, estava embrulhada em folhas de palmeiras, cuidadosamente dobradas e preservadas em um poço com profundidade suficiente para evitar que se desperdiçasse devido às intempéries do tempo externo da zona.
Quatro anos depois, descobriram 600 quilos de uma substância orgânica avermelhada dentro de um silo, construído com rochas, em outra parte do complexo de Qumran. Uma série de análises determinaram que a dita sustância avermelhada continha pelo menos oito das onze espécies que eram utilizadas em Pitum haQetoret (mistura de incenso) e oferecidas no Templo.
Alguns anos mais tarde, foi apresentado uma amostra perante dois rabinos que a deram à seus próprios profissionais químicos para analisar a qualidade orgânica, e sugeriram que se queimasse uma porção dessa mistura com propósitos científicos (para tal, utilizaram ácido cloridrico e fogo). Também foi sugerido que a queimasse junto com outras duas espécies que se escontraram no outro lado da caverna.
Os resultados foram assombrosos. Se por um lado, as espécies haviam perdido algum traço da sua potência ao longo dos milênios desde seu enterro, por outro ainda eram poderosas. O resíduo da fragrância permaneceu nos arredores por inúmeros dias depois da experiência. Muitas pessoas informaram que seus cabelos e roupas consevaram o mesmo perfume. Ainda mais assombroso, a área onde foram queimadas as espécies, mudou radicalmente já que estava infestada durante meses, com formigas, mosquitos e outros insetos, que logo depois da experiência do incenso, desapareceram magicamente.
Depois de Ketoret, nenhum inseto foi visto por um bom tempo. Isto traz lembrança da Mishná em Avot 5:5 (Talmude) que diz que não havia moscas na área do Templo.
O poder e efeito prolongado do Ketoret estão também escritos no Talmude Yoma 39b, que as cabras em Jericó (ao norte de Qumrán) espirravam ao sentir o cheiro do Ketoret, e as mulheres não precisavam se perfumar. Em Jerusalém as noivas não precisavam usar seu perfumeiro (um pingente com misturas de ervas) em virtude do dulcíssimo e onipresente cheiro do Ketoret.
O Ketoret e a Bíblia
No Talmude (Arajin 16ª) está escrito que em Beit haMikdash (Templo), o Mishkán (Tabernáculo) assim como os vasos sagrados, o Aron Hakodesh (Arca sagrada), a Menoráh (o candelabro), o Mizbeaj haKetoret (Altar do Incenso), as roupas do Cohen Hagadol (Sumo Sacerdote), as cinzas dos sacríficios, etc., não eram só arterfatos físicos, mas sim, representavam níveis espirituais para estar mais perto de Deus. O mesmo acontece com o Óleo (Shemen) e o Ketoret.
Da leitura de Exôdo 30, podemos destacar que o óleo da unção e o Ketoret estão muito ligados um ao outro, já que contêm várias especiarias iguais.
Outra coisa que podemos destacar é que ambos são muito sagrados. Sagrado em Hebreu se diz Kodesh, quando algo é Kodesh se deve afastar-se e ser mantido separado, adquirindo por tanto o poder de santificar e elevar tudo ao redor (Shabat Hakodesh, Torat Hakodesh, lashon Hakodesh, Ierushalaim Ir Hakodesh, etc.).
Da Kabalah, podemos dizer que o incenso consistía em dez perfumes ou especiarias com uma agradável fragância, e uma especiaria a mais, jelbená (gálbano), com un cheiro horrível. Essas espécies eram misturadas para serem usadas no Templo. Como as onze especiarias representavam as dez, mais uma sefirot (ou originária) da Árvore da Vida do Universo de Tohu (caos), se diz entre tanto que representam a completa retificação do mal. Isto é indicado pela junção da 11ª especiaria, gálbano, que faz menção a elevação do mal retornando ao reino sagrado.
O Talmude (Shabat 89ª) ensina que Moisés foi instruído sobre o mistério do incenso pelo Anjo da Morte (o Anjo da Morte revelou a Moisés que o Ketoret tem poder de anular um decreto maligno, ainda que fosse o da morte).
Por que o Ketoret supera a maldade da morte? De onde sai o seu poder? Obtêm-se do fato da pulverização das especiarias se assemelharem ao rompimento da morte das sefirot originais. As sefirot originais dão luz com uma pequena porção de escuridão. A escuridão não poderia se manifestar como “mal” integro até que a luz fosse “pulverizada”. O rompimento da luz se demomina morte e escuridão. Mas o Ketoret, na precisa forma que está, e especialmente pelo número e natureza dos seus ingredientes tem o poder de sobrepôr-se a morte e a escuridão, e tranformar completamente o mal, tanto em nós e no mundo, no bem.
O Jelbená
O incenso consistia em dez especiarias, ou perfumes, com boas fragrâncias e uma 11ª, gálbano, com um cheiro horrível que se refere a elevação do mal no reino sagrado.
É interesante observar que o jelbená, uma das quatro especiarias mais importantes do Ketoret, descrita no Toráh, corresponde a nada mais nada menos que o carbono, ao carbono animal, um dos quatro elementos primários encontrados no Universo, que junto com o oxigênio eram essenciais para manter a vida!
Continuando com a idéia das dez fragrancias especiais e uma desagradável, o Talmude diz: (Keritot 6b): Todo jejum coletivo que não inclua os pecadores de Israel, não é jejum”.
Isto tem a ver com o fato de que o incenso tinha jelbená. Assim como o jelbená, era preciso que o incenso adquirisse esse aroma, uma congregação não está completa sem alguém que tenha errado e queira redimir-se através do arrependimento. Em particular quando um castigo era decretado contra Israel devido a alguma má ação, este mesmo mal deve ser elevado. Entre tanto, a idéia de trasformar o mal, o elevando novamente a sua fonte no sagrado está incorporanda no incenso. É por essa razão, que todo jejum coletivo deve incluir os pecadores de Israel.
A Toráh menciona quatro especiarias fundamentais para o Ketoret: Bálsamo, estacte, gálbano e frankincenso puro. É somente através da trasmissão oral que conhecemos as outras sete, somando um total de onze. Os sábios, tentam nos explicar, de que maneira se menciona na Toráh, repetindo duas vezes, a palavra “samim”, ou especiarias. A Toráh não especifica quais eram.
O Talmude mais uma vez explica as propriedades do Keroret:
Keritot 6ª: “De que era composto o Ketoret? Continha 368 maneh (medidas). 365 correspondiam ao número de dias do ano solar, uma medida por dia: meia pela manhã e meia a noite. As outras três são aquelas que o Cohen Hagadol (Sumo Sacerdote) traria (ao Sancta Sanctorum) como dobro da porção no “Iom Kipur”
Existe uma súplica, dizendo que nossa oferta seja agradável e aceitável a Deus. O Ketoret tem o poder de anular os efeitos do Lashon Hará (palavras torpes, fofocas, insultos, ofensas verbais, literalmente, a “lingua afiada”). Aqui devemos frisar que a Toráh e a súplica são a forma mais poderosa de utilização da linguagem para o bem. Às vezes, é muito fácil dizer palavras, aquelas que não são nossas e acostumamos repeti-las a ponto de perderem a profundidade e o significado. Mas o segredo da verdadeira súplica é nos colocarmos atrás das palavras, de convertê-las em ações, especialmente aquelas que foram pronunciadas para purificar durante milênios
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sábado, 14 de março de 2009
O que é Cabala?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Metatron
Texto por Mateus S. SaraivaA RESPEITO DAS IMAGENS

